PF prende cinco pessoas no Sul por crime em obra pública
Além das prisões, diversas pessoas também respondem por fraude, corrupção e peculato
Uma megaoperação da Polícia Federal está sendo realizada nesta terça-feira em Santa Catarina. O objetivo é reprimir uma organização criminosa infiltrada em diversas prefeituras do Estado, principalmente, no Extremo Sul, que estaria desviando recursos públicos obtidos através de convênios com a União para obras de saneamento.
A operação iniciou em 2015 e teve origem de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que encontrou fraudes em licitações de prefeituras. Ao iniciar as investigações, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) constataram que, além das fraudes, outros crimes foram cometidos, como: corrupção e peculato.
Entenda como o desvio era realizado – De acordo com o delegado da Polícia Federal de Criciúma, Nelson Luiz Confortin Napp, os dados dos projetos – em planilha - não correspondiam com a obra física. Ou seja, os criminosos prometiam um tipo de serviço, mas realizavam com qualidade inferior ao demonstrado nos papéis.
“Foi utilizado mão de obra da prefeitura e isso não pode. Deve ser utilizado trabalhadores somente da empresa licitada. Houve fraude também na utilização de materiais. Nos serviços, pode-se constatar que as obras de saneamento eram com escavações rasas e não exploradas, mas nas planilhas todas as medições feitas foram cobrados tal serviço”, explica.

Municípios que estão sendo investigados - Sombrio, Balneário Gaivota, Turvo, Santa Rosa do Sul, Arroio do Silva, Forquilhinha, Meleiro, Urussanga, Florianópolis, São José e Concórdia.
O que já foi descoberto até o momento - Em apenas três obras fiscalizadas teriam sido desviados cerca de R$ 2 milhões, mas o total do valor gera em torno de R$ 50 milhões . Foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e 17 mandados de condução coercitiva.
Intitulada Operação Água de Prata, há, pelo menos, 160 policiais federais fazendo buscas em diversos municípios. Das apreensões, pelo menos R$ 140 mil já foram recuperados.
Na coletiva de imprensa, estiveram presentes:
Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, Fernando Caieron;
Delegado da Polícia Federal de Criciúma, Nelson Luiz Confortin Napp;
Delegado de Polícia Federal de Criciúma, Cláudio Roberto Trapp;
Auditor da Controladoria-Geral da União Brasília – DF, Claudenir Brito Pereira.








