Profissionais de enfermagem protestam na Praça Nereu Ramos pela aplicação do piso salarial
Decisão do STF suspendeu lei que fixa o piso salarial da categoria

A Praça Nereu Ramos, no Centro de Criciúma, recebe na manhã desta quarta-feira, dia 21, manifestação de profissionais da saúde que protestam contra a suspensão do piso salarial da enfermagem. A lei aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro foi suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Criciúma e Região (SindiSaúde), a lei institui o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras. Para a região Sul do estado, a suspensão da lei atinge principalmente técnicos de enfermagem, auxiliares e parteiros, já que enfermeiros recebem salários acima do piso.
O presidente do SindiSaúde, Cléber Cândido, cobra do poder público o financiamento do piso da categoria e explica que a suspensão da lei atinge consideravelmente o poder de compra dos trabalhadores. “Que seja sensibilizado o STF, o Congresso e o Governo Federal para que o mais rápido possível edite a emenda para que haja o financiamento do piso salarial da categoria, já que foi debatido, mas não foi definido quando aprovado o piso. Esperamos que o dia de hoje sensibilize os que são responsáveis por tudo isso”, explica.
Cândido também afirma que há soluções viáveis para que o piso seja colocado em prática, também argumenta que hospitais da região possuem ‘fôlego’ suficiente para aumentar o salário dos profissionais.
“Entendemos que tem que ter equilíbrio, mas entendemos que hospitais da região não estão com tanta dificuldade assim. Estão crescendo e há sim recursos para fazer frente a essa questão dos profissionais. Aumenta a folha? sim, mas é possível equacionar isso e valorizar os trabalhadores”, justifica.
A mobilização desta manhã é realizada por profissionais da saúde de toda a Região Carbonífera. A perspectiva do SindiSaúde era reunir entre 500 e 600 profissionais, todavia o número ficou menor em função de uma liminar que suspendeu a paralisação geral da categoria.
“Para nossa surpresa também recebemos uma liminar da Justiça do Trabalho de Criciúma, impetrada pelo Sindicato Patronal, impedindo a paralisação da categoria. Após o Sindicato Patronal ter sido notificado que íamos parar os serviços, recebemos uma liminar e estamos cumprindo, por isso o movimento menor. Queremos que o trabalhador seja valorizado e que o piso seja uma realidade”, afirma Cândido.
O possível descumprimento da liminar geraria multa diária de R$ 20 mil para o SindiSaúde. Estima-se que somente na região Sul são cerca de 3,5 mil profissionais da saúde que atuam como técnicos e auxiliares de enfermagem.








