Queda de casa que matou três completa um ano
Arquiteto e pedreiro foram indiciados por homicídio culposo

A fatalidade envolvendo a casa de alvenaria que desabou no bairro Maria Céu, em Criciúma, completa um ano nesta sexta-feira. Na ocasião, os moradores: Daiane Osório, de 32 anos; Adriano Bento Souza, de 41 anos; e Valdete Bento Souza, de 66 anos; morreram soterrados.
De acordo com a reportagem do Jornal da Manhã da edição desta sexta-feira, o caso teve avanços na esfera judicial indiciando o arquiteto e o executor da obra (pedreiro) por triplo homicídio culposo (quando não há intenção de matar). A pena pode chegar até quatro anos de detenção para cada óbito.
Antes e depois

Erros técnicos e de execução - Conforme o delegado responsável pelo caso, Ari José Soto Riva, os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) foram essenciais para a conclusão da Polícia Civil, que constatou que houve negligência.
“Foram erros técnicos no projeto do arquiteto, como também erros na execução. Quem construiu a residência foi um amigo de Adriano, que já tinha experiência nesse ramo há cerca de dez anos. Pode ter um agravante até mesmo por essa questão, pois eles sabiam o que estavam fazendo e a responsabilidade tinha que ser ainda maior”, aponta a autoridade policial, lembrando que a construção era irregular e não tinha alvará da prefeitura e nem responsável técnico pela obra.
Na fatalidade, que ganhou repercussão nacional, o filho de Daiane, de 15 anos, sobreviveu sem ferimentos, e seu avô, de 70 anos, foi levado ao Hospital São José com ferimentos pelo corpo.



