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Orleans

Trabalhador que está com mão no abdômen recebe alta

Com 42 anos, Carlos Alberto Mariotti permanecerá por seis semanas em recuperação

Por Douglas Saviato - douglas.saviato@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Trabalhador que está com mão no abdômen recebe alta
Foto: Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Químicos de Criciúma e Região

O trabalhador ferido na mão no momento em que atuava em uma empresa de plásticos em Orleans na última terça-feira, dia 29, recebeu alta neste fim de semana. Carlos Alberto Mariotti, de 42 anos, é casado, pai de um menino de oito anos de idade.

De acordo com o Portal Sul in Foco, Mariotti mora em São Ludgero e já havia trabalhado entre 1998 e 2001 em uma indústria plástica de sua cidade. Depois ficou dois anos em uma fábrica de molduras e na sequência decidiu atuar na construção civil da região. Há 45 dias havia retornado à indústria plástica, quando sofreu o acidente.

Carlos teve uma lesão chamada de desenluvamento. Além de ter perdido as falanges medial e proximal dos dedos mínimo e anelar e a falange distal dos dedos médios e indicador, a máquina que operava arrancou toda a pele da sua mão esquerda, inclusive da palma. Ossos e tendões ficaram expostos. Para proteger a mão ferida e impedir a necrose dos tecidos e tendões, o membro foi introduzida sob a pele de seu abdômen.

Recuperação - “Devo permanecer nesta situação por seis semanas, depois será preciso, pelo menos uma cirurgia e muita fisioterapia para que possa voltar a trabalhar, que é o meu objetivo”, disse Caros Alberto aos dirigentes do Sindicato dos Químicos de Criciúma e Região, que visitaram o trabalhador na última sexta-feira, dia 1º.

Ainda conforme ele, botões de emergência da máquina não funcionaram e não tivesse feito muita força para tirar a mão presa, poderia ter perdido parte do braço.

Acompanhamento do sindicato - “É um trabalhador com experiência no setor, mas ficou muito tempo afastado, retornou recentemente. Ele ainda estava se habituando a máquina, sem ter tido treinamento suficiente e, principalmente, a extrusora não está adaptada a Norma Regulamentadora Nº 12 do Ministério do Trabalho”, avaliou o presidente do sindicato, Carlos de Cordes.

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A diretoria do sindicato vai acompanhar o processo de recuperação e garantir que o trabalhador tenha todos os seus direitos trabalhistas e previdenciários respeitados, ressaltou o vice-presidente Joel Bittencourt.

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