Trabalhadores do Samu decidem suspender greve
OZZ Saúde apresentará proposta em audiência com o Ministério Público do Trabalho
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Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) resolveram, em reunião na tarde desta terça-feira, dia 31, suspender o início da greve que estava previsto para esta quarta-feira, dia 1º. Em conversa com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde em Criciúma e Região (Sindisaúde), a OZZ Saúde, responsável por administrar o Samu em Santa Catarina, afirmou que irá apresentar uma proposta em audiência mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Os profissionais do Samu de Criciúma e Araranguá reivindicam o cumprimento da convenção coletiva, além do pagamento de férias e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Como a OZZ Saúde afirmou que apresentará uma proposta na audiência com o Ministério Público do Trabalho, achamos melhor suspender a greve. Caso não ocorra um entendimento, a paralisação inicia na quinta-feira”, afirmou o presidente do Sindisaúde, Cleber Ricardo da Silva Cândido. A audiência foi marcada esta quarta-feira, dia 1º, a partir das 14 horas.
Duranta a reunião desta terça-feira, conforme a ata do encontro, o diretor jurídico da OZZ Saúde, Glauber Guimarães de Oliveira, afirmou que a empresa não realizou o reajuste estabelecido na convenção coletiva por desequilíbrio contratual e que o Governo do Estado aponta que a responsabilidade é da empresa. O Estado também teria sugerido que a OZZ Saúde repasse o reajuste e depois receba do governo estadual a indenização. Ele revelou ainda que o Governo do Estado estava cogitando mover a Justiça para impedir a greve.
Por conta disso, Oliveira reforçou que, para que haja um acordo, o Governo de Santa Catarina também precisará está representado na audiência agendada com o MPT. Para ele o Estado precisa assumir o compromisso de que a solução para o caso precisa de anuência do governo estadual.
Caso haja paralisação, ela será estadual e, por ser um serviço essencial, o Samu deve funcionar em sistema de revezamento e com cerca de 30% do efetivo na Central de Regulação. O anúncio da greve foi feito na última quinta-feira, dia 26, pelo Sindisaúde, após aprovação em plebiscito.
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