Portal Engeplus, 20 anos
Publicidade
PublicidadePublicidade
Energia elétrica

Volta do horário de verão gerará uma economia próxima de R$ 400 milhões, diz ONS

Estimativa consta em nota técnica divulgada pelo órgão

Por Redação Engeplus -

2 min de leitura

Compartilhar:
Volta do horário de verão gerará uma economia próxima de R$ 400 milhões, diz ONS
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A adoção do horário de verão pode resultar em uma diminuição até 2,9% da demanda máxima de energia elétrica, e em uma economia próxima a R$ 400 milhões para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) apenas entre os meses de outubro de 2024 e fevereiro 2025. A estimativa consta de uma nota técnica divulgada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nessa segunda-feira, dia 23.

Segundo o estudo, a alteração no horário brasileiro durante o verão resultaria em uma “redução de custo de combustível termoelétrico, para o horizonte de outubro/2024 a fevereiro/2025, de R$ 356 milhões no pior cenário hidrológico e R$ 244 milhões no melhor cenário hidrológico”, detalha o documento.

“Em termos de contratação de reserva de capacidade, tomando por base os resultados do Leilão de Reserva de Capacidade de 2021, a economia anual, em termos de pagamento de receita fixa aos empreendimentos vencedores do leilão, foi cerca de R$ 1,8 bilhão por ano”, acrescentou.

Publicidade

Horário de pico

Além disso, resultaria em maior eficiência do SIN no atendimento aos horários de maior consumo, em especial entre 18 horas e 20 horas. “É nesse período que o sistema precisa lidar com os desafios da saída da geração solar centralizada e da micro e mini geração distribuída e do aumento da demanda por energia”, diz a nota técnica ao explicar que dados históricos mostram que o impacto positivo é especialmente percebido nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, além do SIN.

“A prática se demonstra eficaz em amenizar o crescimento da carga entre as 18 horsa e 19 horas, horários críticos do sistema. No entanto, após as 20 horas, o crescimento é retomado, alongando assim o processo de rampeamento”, complementou.

O ONS pondera que, ao avaliar o impacto da prática no consumo de energia, verificou-se que o impacto em alguns horários do dia é ineficaz no sentido de reduzir a carga média diária. No entanto, verificou-se também “reduções significativas em dias úteis, sábados e domingos, sob diversas condições de temperatura” nos momentos de demanda máxima noturna.

Colaboração: Agência Brasil

Compartilhar:
Receba as notícias de Criciúma e região no WhatsAppAs principais do dia, direto no seu celular. Grátis.Entrar no grupoLeia a seguirEconomia de Santa Catarina cresce 3,8% em 12 meses e fica acima da média nacional