Portal Engeplus, 20 anos
Publicidade
PublicidadePublicidadePublicidadePublicidade
Cor laranja

Aumento do número de casos na Amrec pode levar região novamente para classificação de risco grave

Secretaria de Estado da Saúde atualiza matriz nesta quarta-feira, dia 11

Por Lucas Renan Domingos -

4 min de leitura

Compartilhar:
Aumento do número de casos na Amrec pode levar região novamente para classificação de risco grave
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) deve atualizar nesta quarta-feira, dia 11, a matriz que define as classificaçãos de riscos regionais em Santa Catarina. No Estado, apenas quatro regiões estão em risco alto (cor amarela) – Carbonífera, Oeste, Alto Uruguai Catarinense e Meio Oeste. As demais estão em risco grave (cor laranja) e a Grande Florianópolis é a única que está na classificação gravíssima (cor vermelha).

Mas a tendência é de que o atual cenário da região Carbonífera se altere nesta quarta-feira. Na última semana, a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) se manteve em situação de risco alta, mas muito próxima da classificação ser agravada para grave.

“Na última semana a gente já ficou bem no limite. Ainda precisamos aguardar a análise dos relatórios dos municípios que serão encaminhados ao Estado. Existe, sim, um risco de a gente ser reclassificado para grave. Tivemos aumento dos números de casos, de internações e óbitos. Não dá para cravar, porque ainda precisamos esperar a divulgação da nova matriz, mas a probabilidade é alta”, disse o diretor executivo da Amrec, Giovanni Dagostin Marchi.

Publicidade

Nos últimos sete dias, os 12 municípios da Amrec somaram 938 novos casos positivos de Covid-19, três novos óbitos e 571 recuperados. O número de internados também tem crescido. Em Criciúma, por exemplo, maior cidade da região, eram 32 pessoas na última terça-feira, dia 3, em hospitais do município em decorrência do novo coronavírus. Sete dias depois são 82 leitos ocupados na cidade. Um aumento de 50 internações em uma semana.

A matriz de risco do Estado de Santa Catarina avalia quatro dimensões para definir a classificação das regiões: evento sentinela, transmissibilidade, monitoramento e capacidade de atenção. Cada uma delas, levando em consideração os dados dos municípios, recebe uma nota de 0 a 4. A média de todas elas indica qual o grau de risco. Na última matriz, a Amrec alcançou pontuação 2. Acima disso, retornaria para a situação grave.


Última matriz de risco divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde - Imagem: Divulgação

Poucas mudanças nas restrições

Conforme o diretor executivo da Amrec, mesmo que a região retorne para a cor laranja, poucas devem ser as alterações de medidas restritivas. “Os municípios estão obedecendo os decretos do Governo de Santa Catarina. As prefeituras podem apenas restringir mais do que o Estado determina, nunca flexibilizar o que a Secretaria de Estado da Saúde define. Então deve permanecer dentro daquilo que já temos hoje.

Entenda as dimensões de classificação de risco:

Dimensão Evento Sentinela: considera a mortalidade por COVID-19 como um sinal de alerta que aponta tanto o agravamento da situação, como a possibilidade de ocorrência de grande número de casos não identificados pelo sistema de saúde. Utiliza dados de informação de óbitos recebidos e computados no sistema de informação BoaVista. Os parâmetros considerados provém da análise da mortalidade por COVID-19 ocorrida no estado de Santa Catarina durante o ano de 2020. Este indicador é combinado com o Rt (indica como a epidemia está evoluindo na região) e sua estabilidade interpretado segundo orientação da OMS.

Dimensão Transmissibilidade: combina informação sobre a quantidade de casos ativos em relação a população, combinada com a variação entre o número registrado na semana avaliação comparada à anterior.

Dimensão Monitoramento: aponta a capacidade de rastreamento dos casos e contatos, medida por meio das notificações de casos positivos e negativos; e a capacidade de realização de vigilância ativa da COVID-19, medida por meio da qualidade do inquérito realizado na comunidade pela atenção primária em saúde e que busca estimar a taxa de pessoas com sintomas gripais.

Dimensão Capacidade de Atenção: como já visto durante o manejo da pandemia, a disponibilidade de leitos hospitalares de terapia intensiva é extremamente necessária para o manejo de casos graves sendo que o risco da região aumenta à medida que sua ocupação também aumenta. É esperado que leitos de UTI estejam boa parte do tempo ocupados, sendo por atenção aos casos de SRAG ou outros eventos. Por este motivo, a dimensão somente será avaliada quando esta taxa supere 60%. A avaliação também ocorrerá a partir do município de residência dos internados, no entanto, a equipe da SES ainda trabalha para disponibilizar essa informação. Até ela esteja disponível a avaliação considerará internação por ocorrência.

Compartilhar:
Receba as notícias de Criciúma e região no WhatsAppAs principais do dia, direto no seu celular. Grátis.Entrar no grupoLeia a seguirTJ suspende chance de volta às aulas presenciais na rede de ensino particular de SC