Bombeiros alertam para riscos de afogamento em praias do Sul; saiba como agir em caso de repuxo
Correntes de retorno estão entre os principais perigos
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Desde 2025, novembro é considerado o Mês Nacional da Segurança Aquática, com a proposta de conscientizar a população sobre a prevenção de acidentes por afogamento. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) apontam que esta é uma das principais causas de morte acidental no Brasil, especialmente entre crianças e adolescentes. Com a proximidade do verão e o aumento da movimentação nas praias, reforçar os cuidados para evitar situações de risco dentro da água se torna essencial.
No litoral Sul catarinense, um dos principais pontos de atenção são as correntes de retorno, conhecidas popularmente como repuxos. Segundo o subcomandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM), major Jihorgenes Luciano Borges, as praias da região são de mar aberto, com ausência de costões e falésias, e estão diretamente sujeitas à influência dos ventos e das ressacas, que podem alterar as condições do fundo do mar.
“Os guarda-vidas avaliam constantemente a situação do mar e sinalizam os locais perigosos, especialmente as correntes de retorno, com bandeiras triangulares junto à linha d'água. Essas condições podem representar perigo até mesmo para o banhista mais desatento. É importante salientar que os locais perigosos, as correntes de retorno, podem existir mesmo em dias de baixo risco de afogamento”, explicou.
Antes de entrar no mar, a principal recomendação é observar a sinalização de risco de afogamento, por meio das bandeiras vermelhas, amarelas e verdes, e respeitar as orientações dos guarda-vidas, evitando adentrar em caso de bandeira vermelha.

O que fazer em caso de afogamento?
Saber como agir diante de uma situação de perigo pode evitar que uma ocorrência termine com mais vítimas. Segundo Borges, o banhista em risco deve manter a calma, procurar algum objeto flutuante e nunca nadar contra a correnteza. A orientação é nadar paralelamente à faixa de areia, buscando sair da área de influência da corrente de retorno que leva para longe da costa.
“Quanto ao salvamento de terceiros, a primeira situação é não adentrar ao mar se não tiver capacidade técnica ou física. É importante oferecer objetos flutuantes, como uma prancha ou uma bola, e acionar o socorro”, orientou o major.
No caso de crianças e adolescentes, além das praias, em piscinas, rios e cachoeiras, a supervisão é uma das principais medidas de prevenção. O subcomandante reforçou que pais e responsáveis devem manter atenção constante e escolher locais de banho sem riscos relacionados à profundidade, correnteza ou presença de objetos submersos.

Salvamentos no Rincão
Na última temporada de verão, entre 2025 e 2026, o Corpo de Bombeiros registrou quatro salvamentos na área de praia do Balneário Rincão, atendida pelo 4º BBM. Na temporada anterior, entre 2024 e 2025, foram oito registros, uma redução de 50%.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, desde 2 de julho deste ano, após a criação do 17º Batalhão de Bombeiros Militar, a área de atuação do 4º BBM foi reorganizada. As praias de Morro dos Conventos, Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres passaram a integrar a área do novo batalhão. Esta será a primeira operação na estação de verão em que o batalhão atenderá apenas Balneário Rincão.
Ainda, para este mês de novembro, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina também prevê o lançamento da Estação Verão, iniciativa que marca o início das ações de preparação para a temporada e reforça o trabalho de prevenção e segurança dos banhistas.




