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Proteção

Cães da Polícia Militar: realidade e funções dos dez cachorros de Criciúma

Animais realizam diversos trabalhos nas ruas de Criciúma e região

Por Rafaela Custódio -

4 min de leitura

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Cães da Polícia Militar: realidade e funções dos dez cachorros de Criciúma
Foto: Rafaela Custódio

O Canil da Polícia Militar de Criciúma, o K-9 atualmente conta com dez cães de quatro raças, sendo um labrador, um rottweiler, três pastores belgas e cinco pastores alemão. Todos os cachorros ficam no 9º Batalhão de Polícia Militar.

De acordo com o comandante da Companhia de Policiamento Tático (CPT) Giovanni Fagundes dos Santos, os cachorros possuem diversas funções dentro do batalhão. “Os cães são treinados em média duas horas por dia. Os trabalhos realizados com eles nesse período são aperfeiçoamento de técnicas, físico e também prática”, explica.

Os cachorros ainda estão diretamente ligados às prevenções operacionais da Polícia Militar. “Temos efetividades com os cães no Batalhão, sendo que é prevenção operacional que está ligada a busca, captura, guarda, proteção, faro e temos um cão que será o primeiro cachorro certificado de Santa Catarina na utilização de explosivos. Não está regulamentado, estamos vendo alguns detalhes, mas ele está sendo treinado para essa área”, afirma.

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Em média, os cachorros trabalham oito anos na corporação. “É uma média, mas às vezes fica mais tempo, outros menos. Depois de um período nós precisamos doar os animais a parceiros ou eles continuam no Batalhão até porque possuímos vínculos com os cachorros. Existem policiais que mesmo não estando de serviço estão todos os dias com os animais. Eles não são objetos que devem ser descartados, temos um carinho muito grande por todos”, relata.

Cão e sociedade

A função dos cachorros é trazer ainda mais segurança a sociedade e ajudar os policiais nas missões. Mas, mesmo tendo a missão de proteger a comunidade, o comandante da Companhia de Policiamento Tático (CPT), Giovanni Fagundes dos Santos ressalta que as pessoas muitas vezes encostam nos cães e isso não deve acontecer. “O cachorro é treinado, mas é um animal. Ele pode entender que é uma agressão ao policial, por exemplo. Por isso pedimos para as pessoas sempre conversarem com o policial antes de tocar, mas o correto é não encostar”, comenta.

Os cães estão na corporação desde filhotes e são escolhidos e ensinados a realizarem as atividades necessárias. “Cada cão tem uma função específica. A Flecha, por exemplo é muito boa em faro, mas não conseguimos ter o mesmo sucesso com ela em proteção”, declara. “Muitos criminosos já sabem que vamos acionar o canil e que os cães encontrarão a droga, com isso, eles acabam muitas vezes entregando”, acrescenta.

Atualmente, os animais realizam as atividades para agradarem os policiais e também receberem brinquedos. “Trabalhamos com ração, brinquedos e, claro, carinho. Tudo isso prende a atenção do cachorro e ensinamos ele de acordo com a demanda. Ele encontra a droga e recebe uma bolinha. Nenhum cachorro tem contato diretamente com qualquer tipo de entorpecente”, explica.

Apreensão de drogas

Neste ano, a Polícia Militar (PM) de Criciúma já apreendeu 224kg de maconha, mais de 13kg de cocaína e 11kg de crack. “Não é apenas o K-9. Trabalhamos em conjunto e juntos somos mais fortes. O conceito de operação coordenada é realizada com a inteligência da Polícia Militar (PM) e com isso diminuímos a violência na sociedade. Somos um conjunto”, ressalta o comandante.

Projetos

Além do canil, o 9º Batalhão de Polícia Militar conta com a cavalaria. “Os cavalos são utilizados em grande eventos, como jogos, ações no Parque das Nações, por exemplo”, explica o comandante.

Tanto o canil quanto a cavalaria participam de projetos sociais. “Temos uma ação com a Associação de Pais e Amigos dos Autistas da Região Carbonífera (Ama-rec) que envolve os cachorros e os cavalos. Com os cães realizamos a cinoterapia, que é uma terapia em que buscamos trazer benefícios às crianças. Já com o cavalos fizemos a equoterapia que é um método terapêutico e educacional, que utilizamos o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação”, esclarece.

Confira as fotos:

Cães da Polícia Militar: realidade e funções dos dez cachorros de Criciúma — foto 1
Foto 1 de 19
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