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Saúde

Covid-19: ‘as vacinas disponibilizadas foram estudadas por institutos idôneos’, declara médico

Felipe Dal Pizzol coordena o Serviço de Medicina Intensiva do Hospital São José

Por Rafaela Custódio -

2 min de leitura

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Covid-19: ‘as vacinas disponibilizadas foram estudadas por institutos idôneos’, declara médico
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus/Ilustrativa

Com mais de 200 mil mortes causadas pela Covid-19 no Brasil desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde iniciou nos últimos meses a busca de vacinas, porém muitas pessoas desconfiam da eficácia das doses. Em entrevista na manhã desta sexta-feira, dia 8, o médico e coordenador do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital São José (HSJ), Felipe Dal Pizzol, afirmou que as vacinas são seguras.

“Todas as vacinas disponibilizadas foram estudadas por institutos idôneos. Não há como imaginar que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] que tem anos de reputação e boa conduta altere essa situação agora. Esses estudos foram feitos dentro do rigor metodológico. Todas as vacinas foram passadas por fases de estudos”, comentou em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.

Dal Pizzol coordenou em Criciúma os testes com a vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela empresa Johnson & Johnson. Segundo ele, 150 pessoas realizaram o recrutamento para receber a dose. “Na metade deste mês já saberemos os primeiros dados de eficácia [da vacina] para a aplicação emergencial”, detalhou.

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Vacinas no Brasil

O Ministério da Saúde anunciou assinatura de contrato com o Instituto Butantan para adquirir até 100 milhões de doses da vacina Coronavac contra a Covid-19 para o ano de 2021, produzidas pelo órgão em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O contrato envolve a compra inicial de 46 milhões de unidades, prevendo a possibilidade de renovação com a aquisição de outras 54 milhões de doses posteriormente. Esse modelo foi adotado pela pasta pela falta de orçamento para comercializar a integralidade das 100 milhões de doses. O Instituto Butantan anunciou que a eficácia da vacina é de 78%.

Esses dados de eficácia foram apresentados ontem em uma reunião com a Anvisa, que será a responsável pela aprovação da vacina para uso no país. A taxa mínima de eficácia recomendada pela própria Anvisa é de 50% como parâmetro de proteção.

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