Criciúma pode se tornar uma das primeiras cidades do Brasil a assinar declaração contra antissemitismo
Vereador apresentará requerimento na sessão desta terça-feira, dia 21
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O vereador Nicola Martins (PL) apresentará, nesta terça-feira, dia 21, um requerimento questionando o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola (PSD), sobre a possibilidade do município aderir à definição de antissemitismo da Aliança Internacional para Memória do Holocausto. A ação visa reforçar o compromisso contra a prática e destacar que a cidade não tolera esse tipo de ato.
Segundo o parlamentar, a Aliança conta com 35 países e tinha o Brasil como participante, mas o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optou por retirar o país em julho deste ano. “Diante dessa decisão, estão buscando esforços de estados e cidades. Santa Catarina já está participando e Criciúma seria uma das primeiras cidades brasileiras a assinar”, explicou ao Portal Engeplus.
A proposta de Martins surgiu durante uma visita à Confederação Israelita do Brasil (Conib), em São Paulo, na semana passada. "A ideia nasceu conversando sobre o Holocausto e ações desenvolvidas para prevenir que esse tipo de atividade nunca mais aconteça", contou. “Queremos mostrar que Criciúma tem noção do problema que foi o Holocausto e que prevenimos qualquer caso de racismo ou nazismo. Caso haja apologia em uma escola, por exemplo, poderemos cumprir a legislação e mostrar que isso é um crime”, destacou.
O requerimento será votado e, caso seja aprovado, o Chefe do Poder Executivo terá 30 dias para responder ao documento.
Sobre o Holocausto
O Holocausto foi o genocídio sistemático de cerca de 6 milhões de judeus e outras minorias (como ciganos, homossexuais, pessoas com deficiência e opositores políticos) pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O termo, que tem origem grega e significa "sacrifício pelo fogo", descreve o processo de extermínio que envolvia perseguição, deportação para campos de concentração e extermínio em massa.







