Detido casal que espancava criança de 2 anos

Atualização da matéria às 15h38min/ A Polícia Militar de Criciúma foi chamada na manhã desta terça-feira, por volta das 9h30min, pela comunidade do bairro Progresso com a denúncia de que um casal estava espancando a filha de dois anos de idade. Ao chegar ao local, os oficiais constataram que vizinhos já haviam retirado a criança da posse do padrasto, um pintor de 25 anos, e da mãe, uma dona de casa de 21 anos, e o casal já havia fugido da casa. Os policiais montaram uma operação no local e encontraram os dois em outra residência da vizinhança.
O casal foi detido e levado para a Delegacia de Proteção à Mulher, Infância e Adolescência. De acordo com informações do Conselho Tutelar de Criciúma. Após serem ouvidos pela o delegado Antônio Márcio Campos Neves, foram levados ao presídio Santa Augusta, em Criciúma. A criança foi levada para fazer ao Hospital Santa Catarina e Hospital São José para fazer exames. Além dos exames, um laudo do exame de corpo de delito está em produção.
Nesta tarde, a conselheira tutelar Giovana Madeira Laureano, que atendeu a criança vítima das agressões no local do crime, afirmou que a menina está tranquila, apesar de assustada. Ela está com ferimentos e hematomas nas costas e na face, e reclama de dores nos braços. "Desde que nasceu, em 2009, essa menina é acompanhada pelo Conselho Tutelar, pois a mãe foi denunciada por negligência nos cuidados. Além disso, pela quantidade de lesões e pelo o que os vizinhos falam, a criança tem lesões de outras agressões", explica Giovana.
A conselheira tutelar, Margarida Delfino, explicou que nestes casos, a criança é afastada do agressor e o Conselho Tutelar inicia a busca pela família estendida (tios, avós e outros parentes). Caso não exista a possibilidade de a criança ficar com a família, o que foi constatado por Giovana, ela é levada a um abrigo até que o Judiciário tome as decisões pertinentes ao caso. O abrigo, neste caso, serve como medida de proteção à criança agredida.
A menina agredida estava em casa, abandonada após a fuga dos responsáveis, acompanhada da irmã de apenas cinco meses de idade. Há suspeitas de que os pais sejam usuários de drogas.










