DIC reorganiza setores de investigação
Áreas criminais atuarão de forma interligada a partir desta sexta-feira

A partir desta sexta-feira, a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma terá os setores de investigação divididos em área. Cada área criminal- homicídio, entorpecentes e furtos e roubos - terá uma equipe. Entretanto, apesar da divisão, os trabalhos estarão interligados. O delegado de desenvolvimento regional, Jorge Koch, explica que a intenção é otimizar a apuração de cada caso. "Acreditamos que estaserá a melhor forma de impulsionar a resolução dos crimes. Uma nova forma de investigação que implica também em um rodízio de delegados, algo que temos desenvolvido desde 2013 e agora conseguimos colocar em prática".
O delegado André Milanese, atual coordenador da DIC, estará, com sua equipe, responsável pelos crimes relacionados ao tráfico de drogas; o delegado Vitor Bianco Júnior e sua equipe estarão a frente dos homicídios e tentativas de homicídio; e a equipe do delegado Antônio Márcio Campos Neves dos crimes de furtos e roubos.
"O objetivo é melhorar. Diante disso já estamos em contato com Instituto Gerald e Perícias (IGP) e Polícia Militar, nesses casos específicos, para que haja harmonia no trabalho de deslocamento para os locais de crime, isolamento de área e coleta de informações, por exemplo. Cada equipe se organiza da melhor forma para que possamos dar a resposta mais rápida aos crimes. Sabemos que esta minha área é de grande repercussão, por coincidência recentemente fiz um curso na Força Nacional visando essa área que sou titular e certamente vamos implantar técnicas de trabalho", observa o delegado Vitor.
Apesar da setorização, o delegado Neves salienta que as equipes não deverão trabalhar separadas, o trabalho será constantemente em conjunto. "Muitos dos furtos e roubos que ficarão a meu cargo têm relação ao tráfico de drogas. A demanda é grande, mas para solucionarmos será necessária a ajuda da comunidade seja nas denúncias, formalizações de boletins de ocorrência, seja cedendo imagens de câmeras de vigilância", orienta o delegado. Campos Neves acrescenta que, assim como essa nova formação levou algum tempo para ser concretizada, já se planeja a implantação de mais um setor: para apurar crimes contra o Estado, de administração pública e crimes de colarinho branco, o que, em sua avaliação, "causa mais danos do que o furto de galinhas".
Atualmente, o modelo adotado pela DIC já está em prática nas cidades catarinenses de Joinville e Florianópolis. Em Criciúma, cada delegado de cada equipe contará com um escrivão e quatro agentes. Ainda este mês, um novo escrivão será direcionado para Forquilhinha, outro para Criciúma e em agosto um irá para Balneário Rincão.







