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Durante assalto,

Durante assalto, vendedores são torturados e obrigados a tirarem a roupa

Criciumenses passaram quatro horas de terror e pressão psicológica em ação criminosa no Paraná

Por Douglas Saviato - douglas.saviato@engeplus.com.br

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Durante assalto, vendedores são torturados e obrigados a tirarem a roupa
Foto: Foto: Reprodução

Momentos de tortura psicológica nunca mais serão esquecidos por um grupo de vendedores de Criciúma, Tubarão e Florianópolis, que tinham como destino a famosa rua 25 de Março, em São Paulo. O ônibus que levou o grupo de vendedores saiu de Criciúma por volta das 11 da manhã dessa segunda-feira, porém, as compras não foram realizadas.
Em Curitiba (PR), no Rodanel, local onde o trânsito é lento por causa de obras na rodovia, o ônibus onde os vendedores da região estavam foi interceptado por um veículo Corsa, de cor preta. Armados, dois assaltantes entraram no veículo. Enquanto um rendeu o motorista outro criminoso anunciou o assalto. Eles estavam fortemente armados, com uma pistola nove milímetros e uma metralhadora.

Conforme o vendedor Daniel Stangherlin, em entrevista ao Portal Engeplus, nesta manhã, a partir daquele momento começou uma grande tortura psicológica. Foram quatro horas na mira dos dois assaltantes. “Foram momentos de horror, que nunca vamos esquecer. Íamos para São Paulo, mas o motorista foi obrigado a andar 100 quilômetros em direção ao município de Araucária. Uma rota totalmente diferente”, explica Stangherlin. O município de Araucária fica na região metropolitana de Curitiba.

Neste trajeto, os criminosos assaltaram e agrediram todos os passageiros. “Me roubaram relógio, jaqueta, dinheiro, perfume, levaram tudo”, relembra o vendedor. Depois de Araucária, o ônibus seguiu para Campos Novos, outro município da região metropolitana de Curitiba. “Estava muito escuro, mas sentimos que estávamos transitando em uma estrada de chão. Depois dessa estrada ainda andamos cerca de 100 metros em uma plantação de arroz. Quando o ônibus parou começou mais uma tortura. Os criminosos mandaram que todos tirassem a roupa. Os homens ficaram apenas de cueca e as mulheres de lingerie”, detalha Stangherlin.

Com roupas íntimas e com o ônibus em meio à plantação de arroz, todos os passageiros foram colocados no bagageiro do veículo. Os assaltantes aproveitaram para fazer um pente fino no ônibus. “Eles olharam entre as poltronas e acharam mais dinheiro, pois muitos ainda tinham guardado alguma quantia entre os bancos. Somando o prejuízo de todos os passageiros, os bandidos levaram em torno de R$ 45 mil”, calcula.

Depois disto, segundo o vendedor, os criminosos falaram para todos ficarem no bagageiro em silêncio por pelo menos 20 minutos. “Um deles disse: ‘se ouvir algum barulho todos morrem’. Então ficamos ali e quando deu 20 minutos saímos do bagageiro e eles haviam ido embora”, relembra Daniel.

Ele acrescenta que a sorte do grupo foi que no momento da fuga os assaltantes esqueceram uma bolsa plástica com os telefones celulares de todos os vendedores. “Então liguei para a polícia nos localizar, mas precisávamos achar o asfalto, pois estávamos no meio do nada, não havia nenhuma residência próxima, nenhuma referência”, comenta. Os vendedores tiveram que andar cerca de três quilômetros até o asfalto. Com a chegada da PM, um trator foi acionado para retirar o ônibus da plantação de arroz.

Alguns vendedores registraram Boletim de Ocorrência, outros não. Após todos os procedimentos legais, os catarinenses retornaram para o Estado às 2 horas desta terça-feira. Os criciumenses chegaram por volta das 8 horas na cidade. “Muitas pessoas voltaram de chinelo, mulheres voltaram enroladas em toalhas, pois as roupas haviam sido roubadas. Enfim, foram horas de terror que ninguém vai esquecer”, conta. De acordo com Daniel, depois deste episódio, muitos vendedores pensam em parar com as atividades.

Durante assalto, vendedores são torturados e obrigados a tirarem a roupa — foto 1
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