Edificações abandonadas causam riscos à saúde e segurança; em Criciúma, 12 já foram demolidas
No município, outras 130 casas estão em processo administrativo para demolição
Por Jessica Rosso Crepaldi - jessica.rosso@engeplus.com.br
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Em Criciúma foram demolidas 12 residências em 2021. Tratam-se de estruturas de até dois pisos, abandonadas pelos proprietários, e que acabam causando uma série de riscos relacionados à saúde e segurança pública. No município, 130 casas estão em processo administrativo para demolição.
Dentro da gestão de riscos em que a Defesa Civil atua são apontadas uma infinidade de riscos em relação a estas estruturas. “Risco sanitário, risco à vida. Geralmente quem vai nesses locais são moradores de rua e eles acabam tocando fogo para se esquentar, para ter luz, para esquentar alimento e geralmente pega fogo na casa”, pontuou o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes.
Segundo o diretor, a Defesa Civil possui a autorização para demolir mais 10 estruturas localizadas em todo o entorno da região central da cidade. Os trabalhos de demolição destas residências ‘abandonadas’, ocorre após a finalização do trâmite do processo administrativo.
O processo inicia com a notificação dos proprietários, em um trabalho envolvendo a Defesa Civil, a Divisão de Fiscalização Urbana (DFU) e a Procuradoria do Município. Há casos em que os donos passam a cuidar e contribuir com a limpeza e segurança do local. Quando isso não acontece, o proprietário do imóvel que não responde à notificação é multado. Por fim, ocorre a liberação e demolição da propriedade, realizada com apoio da Secretaria de Obras do Município.
Demolição recente
Recentemente, um desses processos chegou ao fim, e a Defesa Civil deu seguimento à demolição. O fato aconteceu no último sábado, dia 2 de outubro. A casa ficava localizada no bairro Comerciário, na Rua Cecília Darós Casagrande.
Na semana passada, um incêndio na estrutura abandonada mobilizou bombeiros, policiais militares e agentes da Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT). A reportagem do Portal Engeplus esteve no local no momento do ocorrido. O trânsito precisou ser interrompido durante o combate ao fogo. Depois de finalizados os trabalhos, o Corpo de Bombeiros informou que o chão da residência havia ficado muito danificado pelo incêndio e que poderia ocasionar um acidente caso alguma pessoa entrasse no local.

Foto: Jessica Rosso / Portal Engeplus
A liberação para a demolição da mesma ocorreu pouco depois, e por conta da falta de segurança do local, conforme apontou o Corpo de Bombeiros na data, a Defesa Civil agilizou os trabalhos de demolição.
Saúde Pública
Em relação à saúde pública, Gomes explica que durante as vistorias realizadas nessa residências 'abandonadas' são encontradas e retiradas pela Defesa Civil grandes quantidades de lixo.

Furtos
Quando não é feita a manutenção desses locais a estrutura vai se deteriorando. É aí que vem um dos problemas citados pelo diretor de Defesa Civil, que são os furtos. "O pessoal invade, furta, entram dentro do sótão e furtam toda a parte de fiação, que a primeira coisa que eles furtam, depois a armação, janela, alumínio, ferro, furtam de tudo e usam esses materiais para fazer abrigos", comentou.
A Defesa Civil ressalta que o intuito é sempre fazer o contato com o proprietário para que ele realize a manutenção do local, para que dessa forma não ocorra riscos para a população e não precise iniciar o processo administrativo.



