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Em 30 dias, investigação sobre o caso do jovem morto pela Polícia Civil de Forquilhinha estará concluída

Douglas Milanez Rocha, de 22 anos, foi morto na última sexta-feira. Delegado do município e dois agentes da Polícia Civil foram afastados de seus postos na cidade

Por Douglas Saviato - douglas.saviato@engeplus.com.br

4 min de leitura

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Em 30 dias, investigação sobre o caso do jovem morto pela Polícia Civil de Forquilhinha estará concluída
Foto: Fotos: Ana Paula Cardoso e Douglas Saviato

Após a reunião entre o promotor de justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer e familiares de Douglas Milanez Rocha, de 22 anos, morto na última sexta-feira, por agentes da policia civil de Forquilhinha, o delegado regional de Polícia Civil de Criciúma, Jorge Koch, explicou como o caso será investigado.

De acorodo com a autoridade policial, um inquérito policial (processo investigativo) será desempenhado pelo delegado Adauto de Souza. “A partir de hoje ele possui um prazo de 30 dias para concluir todo processo, recolher os depoimentos, juntar provas, enfim, desenvolver todo o trâmite da investigação”, explica. A escolha do delegado foi feita pela experiência. Souza atua na Polícia Civil há mais de 40 anos. Enquanto isso, o delegado responsável pela delegacia de Forquilhinha, Danilo Bandeira Valdetaro, e os dois policiais civis envolvidos na ocorrência serão afastados do cargo. Eles irão atuar em Criciúma, em funções ainda não definidas.

Ainda segundo Koch, o delegado que atualmente responde pela Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, Antônio Márcio Campos Neves, ocupará o lugar de Danilo. Neves vai começar a atuar em Forquilhinha no próximo dia 17, quando retorna de férias; nesse meio tempo, outro delegado ficará responsável pela delegacia.

Conforme o promotor de justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer, o Ministério Público vai acompanhar o caso. “Vamos averiguar todo processo, todos os depoimentos para que todas as partes sejam ouvidas, sem beneficiar nenhum dos lados”, comenta. O promotor pede para os cidadãos que viram a ocorrência que testemunhem sobre o caso. “Pedimos paciência e compreensão da população, pois o inquérito será executado e o Ministério Público fará o acompanhamento”, frisa. Segundo o presidente da Câmara de Vereadores de Forquilhinha, Dimas Kammer, a Câmara vai disponibilizar um assessor jurídico para a família da vítima.

O caso – Conforme informações preliminares obtidas pelo delegado regional, na noite da última sexta-feira, o delegado Danilo Bandeira Valdetaro retornava para casa com um logan branco descaracterizado, quando verificou uma motocicleta em manobras proibidas. Douglas recebeu ordem de parada, mas não obedeceu. Na fuga, três disparos teriam sido efetuados, dois deles haviam atingido o chão e outro as costas do jovem. Com o projétil no corpo e com a consciência abalada, a vítima teria reduzido a velocidade da motocicleta, quando aconteceu a colisão entre os veículos pois o automóvel ocupado pelos agentes não teria reduzido a velocidade. Com o impacto, Douglas caiu na pista. O disparo atravessou o corpo da vítima e atingiu uma veia.

Koch acrescenta que um dos agentes teria efetuado os primeiros socorros ao jovem no local e o Corpo de Bombeiros acionado. Os profissionais do Corpo de Bombeiros teriam chegado 20 minutos depois e levado à vítima ao Hospital São José, de Criciúma, onde faleceu duas horas depois. Um dos motivos para fuga da vítima seria o vencimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do licenciamento da moto. “Todas essas questões serão confirmadas ou não através do inquérito policial”, comentou o delegado.

Conforme relatos dos familiares, o veículo Logan teria sido utilizado para ir até a casa dos pais da vítima, onde os policiais teriam relatado o fato. Outro relato é que os policiais estavam de balaclava (toca ninja), essas questão será apurada e não foi confirmada por Koch.

O delegado – De acordo com Koch, em agosto deste ano, Danilo faria um ano à frente da delegacia de Forquilhinha. Antes disso, ele atuou durante dois anos na Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança, ao Adolescente e ao Idoso de Criciúma, somando três anos de atuação na região. “Ele, assim como os policiais, desenvolvem um trabalho muito bom na região. Eram bons profissionais”, comentou. Ainda segundo Koch, o delegado está abalado psicologicamente e ele vai apresentar sua defesa durante o inquérito. “Ainda é cedo para apontar um culpado ou definir ser o caso foi doloso ou culposo”, finaliza o delegado regional.

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