Polícia Civil investiga caso de cachorro enterrado vivo em cidade do Sul de SC
Animal recebeu atendimento veterinário mas não resistiu aos ferimentos
Por Isabela Baldin
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A Polícia Civil de Imbituba, no Sul catarinense, investiga um caso de maus-tratos envolvendo um cachorro da raça poodle que foi enterrado vivo em um loteamento do bairro Campo da Aviação. O animal, conhecido como Branquinho, recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a delegada responsável pela investigação, Marina Cordella, a polícia segue realizando todos os levantamentos necessários para identificar o autor do crime. “Por enquanto não há suspeitos. A própria comunicante afirma que não há câmeras de monitoramento no local. Mas estamos apurando”, afirmou.
De acordo com a responsável pelo projeto Guaipekiinhas, Michelli de Sá, ONG de Imbituba que cuidou de Branquinho após o resgate, o caso começou na noite de sexta-feira, dia 23 de outubro. Uma moradora passeava com seu cão pelas ruas do condomínio quando o animal parou em um terreno e começou a cavar.
“Foi ali que ela viu o cachorro, só que achou que ele estava morto. Ela foi para casa na sexta-feira à noite, mas ficou muito incomodada e, no sábado, retornou ao local. Quando voltou, teve a surpresa de ver que o cachorrinho ainda estava vivo, e aí foi um desespero total”, contou.
Michelli relatou que a história chegou até ela após a mulher pedir ajuda em um grupo de protetores da região. A moradora retornou ao local do crime acompanhada de um veterinário, que prestou os primeiros atendimentos ao poodle.
"Foi feito o resgate e constatado que tentaram matar o animal, porque havia uma corda. Isso é caracterizado como crime de maus-tratos. Infelizmente não viram quem fez isso, mas a gente sabe que quem cometeu esse ato continua solto e pode tentar fazer novamente”, enfatizou.
Branquinho ficou internado em uma clínica veterinária cujo proprietário era o profissional que o atendeu no local. Quando Michelli assumiu os cuidados, o cachorro foi transferido para uma clínica que contava com especialistas em neurologia, devido aos ferimentos provocados por pancadas na cabeça.
“Nós temos algumas clínicas parceiras aqui em Imbituba. Estávamos com muitas dívidas, mas fizemos uma campanha linda e conseguimos quitar todas as despesas do Branquinho. Tentamos de todas as formas, mas infelizmente ele não resistiu", ressaltou.
O caso foi denunciado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A redação do Portal Engeplus entrou em contato com o órgão, mas até o momento não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Dois cachorros foram encontrados amarrados no mesmo condomínio
Michelli também relatou que outros dois cachorros foram encontrados amarrados, um deles dentro de um saco, em uma área do mesmo condomínio.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil, que afirmou não ter conhecimento sobre este último episódio.




