Forquilhinha conclui projeto de porto seco com investimento estimado em R$ 60 milhões
Município quer colocar local em funcionamento até o fim de 2026
Por Lucas Renan Domingos - lucas.domingos@engeplus.com.br
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A Prefeitura de Forquilhinha finalizou o projeto para a construção de um porto seco. O modelo proposto possui um investimento estimado em R$ 60 milhões. A área destinada para a construção tem 15 hectares e fica localizada às margens da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), entre os bairros Santa Líbera e Ouro Negro. O imóvel foi comprado pelo município por R$ 4,2 milhões.
O prazo previsto para começar as obras é março de 2026, com expectativa de início das operações até o fim do mesmo ano. “Com a compra do terreno e mais R$ 27 milhões colocaremos o porto em funcionamento. Ou seja, o município fará um investimento de metade do valor do projeto. Depois será realizada uma concessão e a empresa assumirá a gestão já em condições de funcionamento, gerando lucro e com a obrigação de fazer investimentos para finalizar o projeto”, explicou o prefeito de Forquilhinha, José Claudio Gonçalves, o Neguinho.
Forquilhinha quer ser estrategicamente o destino de produções de grãos do Sul de Santa Catarina e da região serrana do Rio Grande do Sul, ampliando sua arrecadação. “Será um porto vocacionado para o agronegócio para cargas de arroz, milho, feijão e soja. Com a conclusão da pavimentação da Serra da Rocinha em Timbé do Sul, vamos absorver ainda o escoamento das produções da Serra Gaúcha”, destacou o prefeito.
O porto, porém, não será exclusivo para as produções agrícolas. “Ali serão armazenadas produções do setor têxtil, mecânico e outros que estão crescendo bastante em Forquilhinha e região”, frisou Neguinho.

Menor custo
O prefeito defende que o principal benefício econômico para as empresas será a redução dos custos de transporte de mercadorias. A área adquirida pelo município é dez vezes maior do que o porto seco de Criciúma, maior cidade do Sul de Santa Catarina.
A capacidade inicial de armazenagem de grão será de 33 mil toneladas, o suficiente para captar 25% da produção do Extremo Sul, Sul e Noroeste do estado do Rio Grande do Sul, por exemplo. Tudo o que for estocado no local será encaminhado para o porto marítimo de Imbituba, onde poderá ser encaminhado para diferentes locais do mundo.
“Vai gerar economia para as empresas. Vamos utilizar o transporte ferroviário que é o mais barato do mundo. Um caminhão fica parado até três dias no porto de Imbituba para descarregar, enquanto o trem descarrega no mesmo dia. Um bitrem leva duas toneladas de carga enquanto o trem leva 70 toneladas em uma mesma viagem”, ressaltou o prefeito.

Em paralelo, Forquilhinha avança com a construção do Anel de Contorno Viário Sul. Com 15,7 quilômetros, duas pontes e pistas com 12 metros de largura, contemplando acostamento e ciclofaixa. O município vê a obra que já está com cinco quilômetros pavimentada, como um novo eixo de desenvolvimento e escoamento de produções, conectando-se com o porto seco.
“Os recursos para a construção do porto seco eu tenho uma negociação com o Governo de Santa Catarina para um convênio. Para a conclusão do anel viário, vamos licitar mais R$ 15 milhões e eu irei atrás de recursos para os outros R$ 15 milhões que ainda faltarão”, garantiu o prefeito.
A estrutura do porto seco terá pátio de contêineres, área de pavilhões, espaço de coleta e amostra, centro administrativo, oficinal, almoxarifado, balança de caminhões, estacionamento silo de grãos e extensão da ferrovia.










