Nos supermercados, o termômetro da reação nas vendas
Presidente polemizou em discurso com mulheres, mas setor confirma crescimento

Discurso do presidente Michel Temer ontem, em evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher, em Brasília, deu o tom da nova polêmica. “Na economia, a mulher também tem grande participação. Ninguém mais é capaz de indicar os desajustes de preços no supermercado que a mulher”, afirmou. A partir daí, as redes sociais exibiram uma enxurrada de críticas à fala presidencial.
À margem disso, a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) indica um reaquecimento nas vendas, e quem atesta isso é o diretor geral Antônio Carlos Poletini. “Em janeiro, tivemos 1,18% de incremento nas vendas. O verão foi dentro da expectativa, com esse termômetro positivo”, informa. “Cabe ao consumidor continuar pesquisando na busca pelos melhores preços”, aponta Poletini.
A tímida reação da economia é percebida também entre lideranças políticas de Santa Catarina. “Joinville, nossa maior cidade, havia perdido 13 mil empregos no ano passado, e em fevereiro passado já criou 3 mil novas vagas. Então está havendo uma reação”, conta o deputado estadual Kennedy Nunes (PSD). “Com essa gradual saída da recessão, o movimento de cargas está aumentando aqui, com maior movimento de milho e soja”, indica o prefeito de Imbituba, Rosenvaldo Júnior (PT), enaltecendo a evolução do movimento de cargas no porto do sul catarinense.
Na última segunda-feira, o relatório Focus do Banco Central apontou para a previsão de economistas de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,49% em 2017. O governo projetava 1%, mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já reconheceu que é necessário revisar a projeção para menos.







