Operação Apate investiga golpes de grupo que se passava por empresa leiloeira de Criciúma
Segundo a Polícia Civil, movimentações bancárias ultrapassam R$ 58 milhões

A Polícia Civil de Santa Catarina e de São Paulo deflagraram na manhã desta quinta-feira, dia 23, a “Operação Apate”. A operação investiga golpes realizados através de um site que se passava pela página de uma empresa leiloeira de Criciúma. As movimentações bancárias dos envolvidos, segundo a Polícia Civil, ultrapassam os R$ 58 milhões.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva nas cidades paulistas de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá e Itapecerica da Serra. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos que serão analisados para a continuidade das investigações e identificação dos demais envolvidos.
Segundo a Polícia Civil, os investigados criaram sites de leilões falsos e negociavam veículos que não existiam. Nas páginas, havia símbolos do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com o intuito de passar maior credibilidade e facilitar a consumação da fraude. O grupo tinha um site que imitava uma empresa de leilões de Criciúma.
De acordo com o delegado da 2ª Delegacia de Polícia de Criciúma, Márcio Campos Neves, a investigação começou em meados de 2022, após um acúmulo de registros do golpe. “Nesse período monitorado, foi pedido a quebra de sigilo bancário dos investigados, e somado com as investigações de Florianópolis, que coincidiram com a nossa, os valores ultrapassam R$ 58 milhões”, afirmou o delegado. Conforme Neves, o número total de vítimas ainda está sendo levantado.
Ainda segundo a Polícia Civil, pessoas de outros Estados, como Goiás e Minas Gerais, também foram vítimas do golpe.
A investigação foi realizada pela Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pela 2ª Delegacia de Polícia de Criciúma, juntamente do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
Nome da Operação
Conforme a Polícia Civil, o nome ‘Operação Apate’ faz referência a um espírito da mitologia grega que personificava o engano, o dolo e a fraude.







