Segurança em foco: Santa Catarina tem redução significativa dos índices de criminalidade em 2018
2018 apresenta reduções em roubos, homicídios e latrocínios

Ocorrida no início do ano, logo após a posse de Eduardo Pinho Moreira como governador de Santa Catarina, a mudança na cúpula da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) marcou também o começo de uma inversão na curva dos índices de criminalidade. Enquanto os anos anteriores haviam sido de alta no número de homicídios e roubos, 2018 apresenta reduções significativas nesses mesmos dois indicadores. Até 19 novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda nos homicídios foi de 19,8%, e a diminuição nos roubos chegava a impressionantes 33%. Os latrocínios — roubos seguidos de morte — também tiveram redução de 32%.
O secretário Alceu de Oliveira Pinto Júnior, no cargo desde fevereiro, é o responsável pelas táticas que levaram à melhora dos índices. Ele conta que, ao assumir, foi feito um planejamento com base no cenário da época e no panorama com o qual gostariam de trabalhar no fim do ano. Com esta base, foram montadas estratégias de curto, médio e longo prazo, usando três premissas fundamentais: inovação, inteligência e tecnologia.
“Em decorrência das ações que foram planejadas e com um trabalho muito grande de inteligência, nós conseguimos fazer a integração das operações. Não existe mais a operação pela operação. Cada uma faz parte de um conjunto que busca determinados resultados. É isso que nós temos alcançado com esses índices de sucesso”, diz o secretário.
O maior estímulo à inteligência, diz o secretário, também possibilitou às forças de segurança realizar operações mais certeiras, com alvos específicos e prisões mais qualificadas, como a de grandes fornecedores de drogas e armas de organizações criminosas que atuam no Estado:
Outra figura essencial para a redução dos homicídios e roubos foi o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes. Na avaliação do militar, o investimento para aumentar a capacidade operacional da corporação foi primordial para o alcance de melhores resultados. Além disso, as forças de segurança passaram a focar essencialmente em três indicadores – mortes violentas, roubos e furtos -, o que permitiu que a atuação se tornasse mais efetiva.
“Nós subimos o olhar da gestão e passamos a tratar a Polícia Militar como uma força estadualizada, fazendo grandes movimentações de tropa para a realização de operações onde elas eram mais necessárias, segundo os indicadores”, opina o coronel.








