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Efeitos do El Niño

Tornado no Oeste acende alerta para risco de novos fenômenos em Santa Catarina

Instabilidade provocada pela primavera eleva chance de tempestades severas no estado

Por Isabela Baldin

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Tornado no Oeste acende alerta para risco de novos fenômenos em Santa Catarina
Foto: Divulgação | Defesa Civil

O tornado que atingiu o Oeste de Santa Catarina na manhã da última quarta-feira, dia 4, não foi um caso isolado registrado no estado. O fenômeno é reflexo de um período de alta instabilidade atmosférica impulsionado pela primavera e pelo El Niño e por isso, existem chances de que volte a se formar e que atinja outras regiões.

De acordo com o climatologista Márcio Sônego, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a formação de tornados ocorre principalmente na primavera, estação chuvosa que marca a transição entre as temperaturas frias e quentes.

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“A primavera é a transição inverno-verão, então ainda tem muita mescla de massa de ar frio com massa de ar quente. O El Niño faz um corredor de umidade, de trovoadas e temporais na região do norte da Argentina, passando pelo Sul do Brasil: Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O El Niño aumenta a incidência desses temporais”, explicou.

As fortes tempestades são causadas por nuvens do tipo Cumulonimbus, de até 20 quilômetros de extensão vertical, que provocam chuvas de granizo, vendavais, temporais intensos, trovoadas e até tornados.

“Agora no sábado, dia 7, tem mais uma frente fria passando. Então vamos ficar atentos, porque pode acontecer alguma coisa de novo em função dessas nuvens Cumulonimbus que vão se formar com a passagem da frente fria”, ressaltou.

Tornado no Oeste acende alerta para risco de novos fenômenos em Santa Catarina — Divulgação | Defesa Civil

Passagem de tornados já foi registrada em Criciúma

A passagem de um tornado não é um acontecimento raro no estado, sendo mais comum nas regiões do Planalto e do Oeste devido à geografia local e ao aquecimento. Apesar de ser mais incomum, não é impossível que um tornado passe pelo Sul catarinense, em municípios como Criciúma, por exemplo.

Conforme o climatologista, o município já teve registros do evento climático: dois tornados foram contabilizados em janeiro de 2005. O primeiro aconteceu por volta das 14h45 e atingiu os arredores da Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense) e do bairro Vila Manaus.

O segundo fenômeno ocorreu por volta das 15h40 e atingiu a região do bairro Metropol. Conforme o especialista, as condições meteorológicas daquele dia não indicavam um calor extremo, com máxima registrada de 32°C, céu encoberto, mormaço e vento nordeste refrescante, dando a impressão de que seria uma jornada normal.

“Criciúma, como é mais próxima do oceano, tem mais como comum a atuação de ciclones extratropicais, que atuam sobre o oceano e causam aqueles ventos constantes de dois a três dias, com chuva forte e mar alto. Aqui também é mais fácil acontecer uma tromba d'água, que é um tornado que se forma sobre o oceano”, afirmou.

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