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Balanço

Valdir Fontanella avalia 2025 como ano de retomada da união na AMREC

Para o presidente, 80% das pautas elencadas no início do ano tiveram avanços concretos

Por Rafaela Custódio - rafaela.sousa@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Valdir Fontanella avalia 2025 como ano de retomada da união na AMREC
Foto: Patrick Stüpp/Portal Engeplus

O prefeito de Lauro Müller e presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), Valdir Fontanella, fez um balanço positivo da gestão da entidade em 2025, ano marcado pela retomada da união entre os prefeitos e pelo avanço em pautas estratégicas para o desenvolvimento regional.

Fontanella relembrou que, ao assumir a presidência, a intenção inicial era permanecer no cargo por apenas seis meses. No entanto, ao se deparar com um cenário de desavenças internas e afastamento de alguns municípios, decidiu permanecer para reconstruir o diálogo. “Desde o início deixei claro que eu não poderia tocar a AMREC com metade dos prefeitos. A associação é da região carbonífera, formada por 12 municípios, e precisava ter os 12 unidos”, afirmou.

A partir de uma série de reuniões, ainda antes do fim de 2024, após a eleição municipal, Fontanella conseguiu o compromisso de retorno dos municípios à entidade. Segundo o presidente, a permanência dele à frente da AMREC foi condicionada a essa união. “Deixei claro que ou os prefeitos voltavam, ou a entidade seria encerrada. Isso fez todos entenderem a importância de fortalecer a região”, destacou.

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O presidente classificou 2025 como um ano maravilhoso, ressaltando o clima de harmonia entre os prefeitos. “Os 12 prefeitos sentaram na mesma mesa, falaram a mesma linguagem e não houve nenhuma desavença. Isso mostra maturidade e compromisso com a região”, avaliou. Das dez principais pautas elencadas no início da gestão, cerca de 80% tiveram avanços concretos.

Entre os temas que seguem em discussão está a situação do Morro dos Cavalos, que, segundo Fontanella, não depende apenas dos prefeitos, mas do governo federal. A AMREC, por meio da Federação de Transportes de Santa Catarina, apresentou um projeto alternativo e segue buscando soluções. Outra demanda que não avançou em 2025 foi a extensão da Via Rápida até o Balneário Rincão, considerada essencial para melhorar o acesso ao município. O tema segue em pauta junto ao Governo do Estado.

Por outro lado, o presidente destacou avanços importantes, como a duplicação da SC-108, que está em andamento, a revitalização da SC-445 (rodovia Genésio Mazon) e da rodovia dos Mineiros. Nesta última, parte da obra já foi licitada pela prefeitura de Urussanga, com conclusão prevista com apoio do governo estadual. O Anel Viário de Criciúma, que também está em fase de conclusão, foi citado como uma obra estratégica para melhorar o fluxo de veículos em toda a região.

Para 2026, Fontanella afirma que a AMREC seguirá com as pautas prioritárias definidas de forma conjunta. Entre elas estão os desassoreamentos dos rios Mãe Luzia e Urussanga. A proposta é que, no início do próximo ano, os 12 prefeitos se reúnam novamente para definir uma ou duas prioridades por município, trabalhando de forma integrada para resolver as demandas regionais.

“O nosso entendimento é que precisamos deixar as bandeiras partidárias de lado dentro da AMREC e trabalhar por um único objetivo, ou seja, engrandecer toda a região carbonífera”, enfatizou. Fontanella afirmou sair de 2025 satisfeito com o trabalho realizado. “Muitos tentaram unir a AMREC e não conseguiram. Tive a felicidade de ver isso acontecer. Agradeço a cada prefeito e a cada município que deu um passo atrás em benefício do coletivo. Isso não prejudicou ninguém, pelo contrário, engrandeceu toda a região”, pontuou.

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