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Porto de Imbituba

Porto do Sul de SC é o único do estado selecionado para estudo nacional de parques eólicos

Levantamento avalia adaptações necessárias para projetos previstos entre 2032 e 2035

Por Isabela Baldin

3 min de leitura

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Porto do Sul de SC é o único do estado selecionado para estudo nacional de parques eólicos
Foto: Divulgação

O Porto de Imbituba, localizado no Litoral Sul de Santa Catarina, foi selecionado para participar de um estudo sobre a capacidade dos portos brasileiros. O objetivo é avaliar o atendimento às demandas das indústrias de energia eólica offshore, energia produzida a partir da força dos ventos em alto-mar.

O Porto de Imbituba é o único de Santa Catarina a fazer parte do estudo. O levantamento, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Dinamarquesa de Energia (DEA), realizou uma triagem de 43 portos e selecionou seis instalações de diversas regiões do Brasil para uma avaliação detalhada.

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A avaliação identifica as condições atuais dos portos e as adaptações necessárias para apoiar a construção e a operação de futuros parques eólicos. Segundo o diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, a primeira etapa da iniciativa consistiu nas inscrições das instalações de Imbituba e Laguna, bem como no fornecimento de dados ao MPor.

“Para a segunda etapa, o MPor veio visitar os portos de Imbituba e Laguna, já que fomos selecionados na primeira etapa. Eles vieram com representantes da Dinamarca, que estão promovendo a instalação de parques eólicos no Brasil”, explicou ao Portal Engeplus.

Para a terceira fase, seis instalações brasileiras foram selecionadas para continuar na etapa seguinte. Além de Imbituba, a Região Sul também conta com a participação do Porto do Rio Grande, localizado no Rio Grande do Sul.

Nesta etapa, foram apresentados dados de investimentos necessários para operacionalizar essa base de apoio eólico offshore nos seis portos. Conforme o diretor-presidente, a instalação do Rio Grande do Sul necessitava de um investimento menor por ter áreas mais desenvolvidas para essa solução.

“Até o momento, não tivemos retorno do MPor. Mas Imbituba tinha restrição de retroárea e precisaria aterrar o Cais 4, o que demandaria um investimento alto. Laguna tem uma retroárea boa, mas precisaria adequar o cais, além de realizar dragagem e derrocagem. De fato, Rio Grande já está instalando um piloto eólico offshore, tendo a possibilidade de operacionalizar de forma mais rápida e barata”, afirmou.

— Divulgação | SCPAR Porto de Imbituba

Confira a lista de portos selecionados:

  • Pecém (CE);

  • Suape (PE);

  • Porto Central (ES);

  • Açu (RJ);

  • Imbituba (SC);

  • Rio Grande (RS).

Empreendimentos serão implementados entre 2032 e 2035

O levantamento feito pelo ministério considera o marco legal estabelecido pela Lei nº 15.097/2025 e reúne informações para orientar o planejamento portuário e as decisões de investimento.

A seleção das instalações não garante o uso delas para futuros empreendimentos, mas, segundo o MPor, aponta oportunidades e desafios para o desenvolvimento da atividade no país. Apesar do potencial, nenhum dos portos está atualmente totalmente preparado para receber terminais dedicados a grandes projetos sem investimentos adicionais.

Os principais desafios encontrados para a iniciativa estão relacionados à ampliação de áreas para armazenamento e montagem de equipamentos, ao reforço da infraestrutura portuária e à adequação das operações às exigências desse tipo de atividade.

Os estudos apontam que todas as adaptações podem levar em média sete anos ou mais, com a previsão da implantação dos empreendimentos entre 2032 e 2035.

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