Prefeito afastado de Tubarão se manifesta após deixar prisão
Joares Ponticelli estava encarcerado há quatro meses e meio no Presídio Santa Augusta
Por Jessica Rosso Crepaldi - jessica.rosso@engeplus.com.br
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O prefeito afastado de Tubarão, Joares Ponticelli, se manifestou pela primeira vez após ser liberado pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina nessa quinta-feira, dia 29. Ele estava encarcerado há quatro meses e meio no Presídio Santa Augusta, em Criciúma.
Em vídeo e também em um áudio, ele falou que o objetivo agora é provar a sua inocência. “Vamos trabalhar muito para provar que não cometi o crime pelo qual estou sendo acusado, não desonrei nem envergonhei meus eleitores ao longo destas oito eleições com sete mandatos e não será dessa vez que farei isso”, afirmou.
Ponticelli e o gerente de gestão municipal de Tubarão, Darlan Mendes da Silva tiveram substituídas a prisão preventiva por medidas cautelares. Ambos são investigados na Operação Mensageiro que apura crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.
O prefeito afastado demonstrou ainda que pretende dar transparência ao processo, sendo que nos próximos dias irá discutir, e na medida do possível divulgar os próximos passoas. “Já que as testemunhas começaram a ser ouvidas e todas as manifestações desse processo serão feitas sempre pela nossa defesa”, pontuou.
Confira o vídeo:
Silva e Ponticelli foram liberados da prisão, mas precisam fazer o uso de tornozeleira eletrônica pelo prazo de 180 dias. Eles também ficarão afastados do cargos públicos que exerciam. Ambos não poderão adentrar na prefeitura e nem ter contato com qualquer testemunha, réu ou colaborador premiado da Operação Mensageiro.
No mesmo julgamento, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina analisou a substituição da prisão preventiva do vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, por medidas cautelares. Mas o TJSC decidiu manter o Tokarski preso.
“A soltura do réu, neste momento, basicamente poderia colocar em risco todas as investigações e a própria ação penal, ante o elevado poder de infiltração que Caio Cesar Tokarski tem demonstrado, mesmo segregado”, diz a decisão.







