Por Redação Engeplus
Em 27/03/2025 às 12:39O mercado está mudando rapidamente, e as grandes redes de varejo no Brasil estão percebendo isso. Assim como a mines aposta na inovação para atrair jogadores, empresas do setor varejista estão adotando as criptomoedas como forma de pagamento. Esse movimento reflete não apenas a digitalização da economia, mas também o interesse crescente em oferecer mais opções aos consumidores.
Com o avanço do uso das criptomoedas, pagar uma compra com Bitcoin ou stablecoins já não é mais um conceito futurista. Empresas estão percebendo que essa alternativa pode atrair novos clientes, especialmente turistas e investidores que preferem evitar conversões cambiais e taxas bancárias. As transações em cripto oferecem segurança e agilidade, o que torna o varejo mais dinâmico.
Para os consumidores, a aceitação de criptomoedas significa maior liberdade na escolha da forma de pagamento. Já para as empresas, representa um diferencial competitivo em um cenário cada vez mais digital. Assim como os cassinos online conquistaram novos públicos ao integrar diferentes métodos de pagamento, o varejo brasileiro está se reinventando para acompanhar as tendências globais.
Empresas que Já Aceitam Criptomoedas no Brasil
No Brasil, diversas empresas já estão aceitando criptomoedas em suas transações, o que mostra o quanto esse mercado está se consolidando. Um dos exemplos mais recentes é o Supermercado Zona Sul, no Rio de Janeiro, que, em parceria com a Transfero, implementou pagamentos em cripto. Turistas e clientes agora podem pagar suas compras com stablecoins, garantindo praticidade e evitando custos de conversão cambial.
A Gafisa, uma das maiores construtoras do país, também aderiu à tendência. A empresa permite que clientes comprem apartamentos usando Bitcoin, tornando-se uma das pioneiras no setor imobiliário. Essa iniciativa mostra como o mercado cripto está ganhando espaço em áreas antes inimagináveis, como a compra de imóveis.
Outra empresa que apostou nas criptomoedas foi a 99, com seu serviço 99 Pay. A plataforma financeira da empresa já permite transações envolvendo ativos digitais, e a tendência é que isso se expanda cada vez mais. Bancos tradicionais também entraram no jogo: o BTG Pactual lançou a Mynt, uma plataforma exclusiva para negociação de criptomoedas, e o Nubank passou a oferecer a compra e venda de criptoativos diretamente no seu aplicativo.
A aceitação das criptomoedas no varejo vai além das grandes marcas. Em Rolante, cidade no Rio Grande do Sul, cerca de 40% do comércio local já aceita Bitcoin como pagamento. A iniciativa começou como um experimento, mas logo se espalhou por diversos estabelecimentos, tornando a cidade um exemplo de como a adoção das criptos pode transformar uma economia local.
Seja no varejo, na construção civil ou até mesmo na moda – como no caso da Reserva, que criou uma coleção de NFTs –, as empresas brasileiras estão explorando cada vez mais o potencial das criptomoedas. A expansão do setor e a crescente aceitação dos ativos digitais indicam que esse movimento veio para ficar.
O Impacto das Criptomoedas no Consumo
A adoção de pagamentos digitais está transformando a experiência de compra no Brasil. Grandes redes de varejo perceberam que aceitar criptomoedas não é apenas uma questão de inovação, mas também de atender a um público cada vez mais conectado e globalizado. Para turistas e consumidores estrangeiros, essa opção elimina a necessidade de conversão cambial, tornando as transações mais diretas e acessíveis.
Além da praticidade, a segurança é outro fator que impulsiona essa mudança. As criptomoedas utilizam tecnologia blockchain, garantindo mais transparência e dificultando fraudes. No caso das stablecoins, que são criptomoedas atreladas a moedas fiduciárias como o real ou o dólar, a volatilidade é reduzida, oferecendo estabilidade nas transações. Supermercados, redes de vestuário e até construtoras já aderiram a esse modelo, abrindo caminho para uma nova forma de consumo.
Outro ponto relevante é o impacto na fidelização de clientes. Empresas que aceitam cripto atraem consumidores que buscam mais liberdade financeira e rapidez nas transações. Essa tendência se reflete principalmente entre os jovens, que já estão acostumados a utilizar meios de pagamento digitais e veem as criptomoedas como um passo natural na evolução financeira.
Com a diversificação de métodos de pagamento, as marcas podem oferecer promoções exclusivas e recompensas para aqueles que utilizam criptoativos. Esse modelo já funciona em outros países, e algumas empresas brasileiras começam a explorar essa possibilidade. O varejo está se reinventando e as criptomoedas são uma peça-chave nesse processo.
O Que Isso Significa para o Futuro do Varejo?
A aceitação das criptomoedas por grandes empresas pode ser um indicativo claro de que esse tipo de pagamento veio para ficar. Com mais estabelecimentos adotando essa tecnologia, a tendência é que os consumidores passem a confiar ainda mais nesse modelo e a utilizá-lo com maior frequência. Esse movimento pode desencadear um efeito dominó, incentivando novos setores a explorarem as vantagens das transações digitais descentralizadas.
Outro aspecto que merece atenção é o papel dos bancos e fintechs nesse cenário. Muitas instituições já estão desenvolvendo soluções que facilitam o uso de criptomoedas no dia a dia, seja por meio de cartões pré-pagos cripto, seja pela integração com carteiras digitais. Esse suporte financeiro torna a adoção de criptoativos mais acessível e simplificada para o público geral.
As empresas que entrarem cedo nesse mercado poderão se beneficiar da vantagem competitiva, atraindo um novo perfil de consumidor e consolidando sua marca como inovadora. O crescimento da aceitação de criptomoedas no Brasil pode gerar um impacto positivo no mercado, trazendo mais segurança e eficiência para os pagamentos.
No fim das contas, o que estamos presenciando não é apenas uma tendência passageira, mas sim uma evolução no modo como lidamos com o dinheiro. Se há alguns anos o Pix revolucionou as transferências bancárias no Brasil, as criptomoedas podem ser o próximo grande passo para um varejo mais digital, ágil e acessível.
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