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Câmara de Vereadores

Siserp comemora possibilidade de adiamento da votação sobre projeto de reajustes salariais

Servidores foram recebidos por parlamentares em reunião na tarde desta segunda-feira

Por Lucas Renan Domingos -

4 min de leitura

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Siserp comemora possibilidade de adiamento da votação sobre projeto de reajustes salariais
Foto: Haudrey Mafiolete/Câmara de Vereadores

O Sindicato dos Servidores Públicos de Criciúma (Siserp) avaliou como um avanço o resultado da reunião com vereadores na tarde desta segunda-feira, dia 15. Os parlamentares receberam os representantes dos servidores para uma conversa e a expectativa de aprovação do projeto ainda nesta semana foi adiada.

“Pela primeira vez eu saio de uma reunião com os vereadores muito animada. A maioria deles compreendeu que o momento é bastante crucial para os servidores e entenderam que o prefeito colocou o compromisso para a Câmara de Vereadores. Isso é um grande ganho. O líder do governo (vereador Antônio Manoel, o Toninho da Imbralit), prometeu não pedir dispensa de parecer das comissões. Isso significa que o projeto vai ser lido na sessão desta segunda-feira e começa a ser discutido nas comissões na segunda-feira”, comemorou Jucélia Vargas, presidente do Siserp.

Com isso, os servidores ganham tempo para novas negociações. Ao todos são quatro projetos em análise pelos parlamentares. Um trata sobre o reajuste de salários e modificação no plano de carreira dos professores municipais, outro referente ao piso salarial dos agentes comunitários e de combate às endemias, um terceiro sobre os valores dos salários de estagiários e o quarto referente à mudanças nos valores do cupom alimentação destinado aos servidores.

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Entre os projetos, a maior discussão diz respeito ao Projeto de Lei PE 51/2023 que trata sobre o reajuste salarial e a carreira dos magistérios. O município oferta um reajuste de 4,36%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), contra 14,61% de solicitado pelo Siserp, que seria o reajuste de 4,36% e mais 10,25% em relação a anos anteriores. Já sobre a carreira dos professores, o município modifica o percentual de diferença de salários que hoje é de 20% entre professores formado no Ensino Médio e professores com faculdade para 5%.

“Sugerimos ao líder de governo para retirar os projetos e a gente sentar para conversar. As vereadoras professoras também acham que não é este o momento de tratar de plano de carreira. Os vereadores também entenderam que não repassar a inflação é retirar R$ 200 por mês dos menores salários de servidores. Isso representa R$ 2,6 mil por ano. São dois salários mínimos que o servidor vai deixar de ter”, reclamou Jucélia.

Novos passos

Nesta terça-feira, os servidores estarão mais uma vez na Câmara de Vereadores para acompanhar a movimentação do projeto no Legislativo. No mesmo dia, às 19 horas, uma nova assembleia dos servidores está marcada para acontecer na sede do Siserp. No encontro, os trabalhadores avaliarão a possibilidade de iniciar uma nova greve geral na próxima segunda-feira, dia 22.

Representantes da prefeitura na Câmara de Vereadores

Antes da reunião com o Siserp, os vereadores se reuniram com representantes da Prefeitura de Criciúma. Participaram do encontro o secretário-geral de Criciúma, Arleu da Silveira, secretário da Fazenda, Vagner Espíndola, e o secretário de Educação, Celito Cardoso. O Governo de Criciúma mantém a postura de não alterar a proposta encaminhar para aprovação do Legislativo.

"O projeto é plausível de ser aprovado. Contamos com a lucidez e serenidade dos nossos vereadores e que os servidores reconheçam que o que o município está ofertando é o máximo que podemos dar”, afirmou Espíndola.

O presidente da Câmara de Vereadores, vereador Salésio Lima (PSD), garantiu que o projeto deve ser lido na sessão da noite desta segunda-feira e que o a tendência é que siga os passos naturais do Legislativo. "A Câmara de Vereadores é uma casa onde homologa as leis. O prefeito encaminhou o projeto para cá, apresentou antes aos vereadores, hoje fez o mesmo. Cabe ao sindicato discutir com o governo. Nós só vamos aprovar ou rejeitar o projeto ou, no máximo, emendar. Tivemos a reunião com o governo e de forma democrática recebemos o sindicato também", pontuou o presidente.

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