Vereadora de Criciúma critica projetos Promove e Recomeço e deve votar contra
Giovana Mondardo (PCdoB) falou sobre os projetos encaminhados à Câmara pelo prefeito
Por Rafaela Custódio - rafaela.sousa@engeplus.com.br
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O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola (PSD), esteve na Câmara de Vereadores nessa segunda-feira, dia 2, para apresentar as diretrizes do Poder Executivo para o novo ano e utilizou o espaço para falar sobre dois projetos: Promove e Recomeço. No entanto, a vereadora Giovana Mondardo (PCdoB) deve votar contra as propostas.
“Ainda não tive a oportunidade de conversar diretamente com o prefeito sobre o assunto, mas estudei muito bem ambos os projetos. Acho que, de fato, aprovar esse projeto agora é uma irresponsabilidade. O programa precisa ser completo, precisa ter consequência, transição e justificativa para acontecer. O Bolsa Família tirou milhares de pessoas da extrema pobreza, ele tem razão de existir. Entretanto, não podemos achar que a razão de ele existir seja sem perspectiva de inserção no mundo do trabalho”, afirmou.
Para Giovana, o projeto Promove ficou confuso. “Na minha opinião, o projeto ainda tem muitas brechas. São dois projetos, e um deles trata da questão do Bolsa Família. Sobre o outro, também tenho algumas ressalvas, especialmente em relação às pessoas em situação de rua e às mulheres em situação de violência. Acho que uma coisa não tem a ver com a outra”, observou. “De alguma forma, o projeto tenta penalizar essas pessoas, esses dois grupos marginalizados, e considero isso um problema. Em relação ao Bolsa Família, ainda devo realizar algumas visitas nesta semana, junto à assistência social, não apenas para compreender melhor o projeto, mas também para apresentar alternativas. Acho estranho um projeto que exige estar no Cadastro Único, mas não permite a utilização do Bolsa Família”, acrescentou.
O que diz os projetos?
A proposta do governo municipal com o Promove é estimular o beneficiário a permanecer no trabalho e buscar qualificação para aumentar a renda e não mais depender da assistência federal.
Pelo projeto, a família que entra no emprego formal e conclui a transição do Bolsa Família pode receber um auxílio de até R$ 300 por mês, por até seis meses, pago pelo município.
O apoio é temporário e só vale enquanto a pessoa mantiver o vínculo de trabalho formal com uma empresa de Criciúma e a residência na cidade. Além do emprego, o programa exige frequência em curso de qualificação profissional.
Quem pode participar
A proposta prevê até mil famílias no programa. Para ingressar, é preciso estar registrado no CadÚnico, ser beneficiário do Bolsa Família na regra de transição e comprovar participação ou inscrição em ações de qualificação reconhecidas pelo Município, assim como residir em Criciúma.
Recomeço
O projeto Recomeço tem a finalidade de promover a inclusão produtiva, a qualificação profissional e a reinserção no mercado de trabalho de pessoas em situação de rua e desemprego, além de mulheres vítimas de violência, residentes em Criciúma, com acompanhamento pelos serviços socioassistenciais do município.
A proposta, que prevê a contratação temporária dessas pessoas para atuar em serviços de zeladoria urbana no município. Entre os objetivos do programa está a redução do desemprego de longa duração.







