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'Perseguição'

Vereador denunciado em CIP se compara a Bolsonaro e diz ser alvo de julgamento político

Luan Varnier será julgado na próxima sexta-feira no plenário do Legislativo de Urussanga

Por Lucas Renan Domingos - lucas.domingos@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Vereador denunciado em CIP se compara a Bolsonaro e diz ser alvo de julgamento político
Foto: Câmara de Vereadores de Urussanga/Divulgação

Denunciado em uma Comissão de Investigação e Processante (CIP) na Câmara de Vereadores de Urussanga, o vereador Luan Varnier (MDB), comparou seu caso ao do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o parlamentar, os dois são alvos de um “julgamento político”.

Varnier é acusado por supostamente ter permitido que um paciente furasse a fila de consulta com oftalmologista enquanto ainda era o secretário de Saúde de Urussanga. Já Bolsonaro foi denunciado por tentativa de golpe de estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta de estado democrático de direito, dano qualificado contra o patrimônio da união e deterioração de patrimônio tombado.

O relatório na Câmara de Vereadores de Urussanga, que está em sigilo, foi apresentado na CIP e o relator, o vereador Barreto (MDB), votou pelo arquivamento do processo. Mas, Camisinha (PL), membro da comissão, e o presidente Zé Bis (PP) opinaram pelo encaminhamento da denúncia para o plenário.

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“Você sabe a diferença entre eu e o Bolsonaro? Muitas, porque o Bolsonaro é um dos políticos mais amáveis do Brasil. Só que, na questão de julgamento político, nós somos iguais. Bolsonaro passa por um julgamento totalmente político em Brasília. Eu estou passando por um julgamento totalmente político na Câmara de Vereadores de Urussanga. Querem me tirar do jogo a qualquer custo”, disse Varnier em um vídeo publicado na rede social.

Em paralelo à CIP, a Prefeitura de Urussanga instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que absolveu o ex-secretário das acusações. O documento vazado mostra que os membros do PAD não indiciaram Varnier no caso.

“Não houve materialidade. O PAD da prefeitura feito pela comissão foi arquivado e o relator da Câmara de Vereadores também delegou pelo arquivamento da denúncia, o que deixa bem claro a perseguição política”, ressaltou o parlamentar.

A acusação de fura-fila contra Varnier será votada em plenário nesta sexta-feira, dia 12. A sessão será fechada e para a cassação ocorrer, é preciso pelo menos cinco votos favoráveis dos nove vereadores. O presidente do Legislativo de Urussanga só vota em caso de empate.

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